Receba nosso boletim
Twitter

Entrega de ambulâncias à Bahia confirma pacto do governo Dilma com a Saúde popular

“O governo da presidenta Dilma Roussef marca mais um ponto, na área da Saúde, ao entregar novas 34 ambulâncias que vão beneficiar 14 municípios baianos, nesta sexta-feira, 18, em Salvador, o que apenas confirma o pacto entre governo e povo, desde 2003, quando o presidente Lula assumiu o poder”. Foi o que disse, ainda há pouco, o deputado federal Josias Gomes, do PT da Bahia, que, a partir das 08hs30min, hora de Salvador, participará da cerimônia de entrega das novas ambulâncias, juntamente com o governador Jacques Wagner,  o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla.. As 34 ambulâncias servirão ao Samu-192.

Ver agenda do deputado, no site

Assessoria de Comunicação do deputado federal Josias Gomes


Vitória acachapante

Josias Gomes

A vitória acachapante obtida pelo governo Dilma Roussef, nesta quarta-feira, 16, no caso do Salário Mínimo, revela uma unidade politicamente importante para o governo petista. Aliás, uma vitória que, segundo é possível prever, vai se repetir no Senado Federal, em votação que deve acontecer na próxima semana.

O projeto aprovado pelos deputados, pela força de uma base coesa, não apenas inclui o novo valor para o salário mínimo a valer neste ano de 2011, como, mais do que isto, estabelece uma política de valorização do SM entre 2012 e 2015. A previsão é de que em cinco anos haja um ganho real de 30% do mínimo.

Curioso foi observar os descuidados pronunciamentos da oposição, a mesma que já esteve por oito anos no governo, e que, ao deixar o poder, o Salário Mínimo estava em menos de U$S 100. Agora, com o valor de R$545,00, o SM chegar à marca de U$S 320,00. Segundo a proposta aprovada, o mínimo em 2012 estará acima dos R$600,00.

Toda esta política estava para ser derrubada caso os representantes do DEM e do PSDB, que nunca tiveram qualquer vinculação com as lutas dos trabalhadores, houvessem vencido a disputa contra os aliados do governo petista de Dilma Roussef. Lamentável que alguns desavisados sindicalistas tenham embarcado no escorregadio discurso oposicionista.

Agora, é possível vislumbrar mais claramente, no rumo dos próximos anos, que o Salário Mínimo terá uma política de ganhos reais, de caráter histórico. Aliás, foi exatamente isto o que aconteceu nos últimos oito anos, do governo Lula, onde os compromissos com a classe trabalhadora ultrapassou os limites da retórica para a prática efetiva.

Toda essa prática, portanto, está tendo continuidade no governo Dilma Roussef, de grande significado para o futuro do país. Um futuro que está sendo construído pelo PT, e seus aliados, resgatando, no exercício do poder, o compromisso estabelecido pelos fundadores do partido há pouco mais de 30 anos. Afinal de contas, para a frente é que se anda.


Josias Gomes e representantes da Prefeitura de Senhor do Bonfim participam de audiência no Ministério da Saúde

Deputado federal Josias Gomes, secretária Gorete Braz, e assessor especialdo MS, Edson Pereira

O deputado federal Josias Gomes, do PT da Bahia, esteve, na tarde desta quarta-feira, 16, em audiência no Ministério da Saúde, juntamente com a secretária Gorete Braz, de Integração, e de George Dionísio, da Administração, ambos do município de Senhor do Bonfim. Os três foram recebidos por Edson Pereira, assessor especial do ministro Alexandre Padilha.

A visita, considerada pela representante da Prefeitura de Senhor do Bonfim como de cortesia, teve o objetivo de reconhecer a ajuda que o Ministério da Saúde prestou àquele município quando Gorete Braz exerceu o cargo de Secretária de Saúde. “Tivemos, durante todo o tempo, a valiosa parceria com a Pasta da Saúde, o que muito contribuiu para o sucesso das políticas públicas que nós conseguimos implantar”, informou Gorete.

Ainda durante a reunião no Ministério, o deputado federal Josias Gomes reivindicou recursos para as ações da Santa Casa da Misericórdia. Ficou acertado que haverá readequação de normas, e, também, adequações por parte das direções da Santa Casa, para que haja possibilidade da retomada de repasses para a instituição.


Artigos    + 16/02/11

Momento ímpar para o Sul da Bahia

Josias Gomes 

Algo fantástico acontece quando se percebe que estamos vivendo um momento verdadeiramente histórico e importante. Para os brasileiros, a vitória de Lula, não somente eleitoral, mas como o maior presidente que o Brasil já teve, seguida da eleição da primeira mulher presidenta, a companheira Dilma Roussef, significou uma ruptura com a velha ordem. Quem teve e tem a oportunidade de vivenciar toda a riqueza desse período pode ser considerado um agraciado pela História, com “H” maiúsculo.

Tenho igual sentimento com a fase em que se encontra a rica e abençoada, embora sofrida, região cacaueira da Bahia. Após décadas de crise, a lavoura ressurge com toda força, embalada pelo PAC do Cacau, por um trabalho heróico e incansável da Ceplac, e pela elevação do preço da commodity. As fazendas vêm incrementando a produção, e centenas de produtores tiveram a oportunidade de renegociar suas dívidas com os bancos oficiais. O clima é de um otimismo que há muito tempo não se via na região, o que traz enorme alegria a este deputado que teve a chance e a honra de participar da primeira Câmara Setorial do Cacau.

A crise certamente trouxe lições, já que entre os atributos das dificuldades se inscreve o de mostrar novos caminhos, possibilitando refazer estratégias. A região está hoje mais amadurecida, uma vez que conhece a necessidade de diversificar sua base produtiva e de não se limitar ao setor primário. Hoje se tem a noção exata da importância de não limitar a economia produtiva à venda do fruto “in natura”.  A industrialização chega ao Sul da Bahia, trazendo consigo a expectativa de um desenvolvimento sólido e perene.

Em paralelo, a região debate, cheia de expectativas, a questão do Porto Sul, um investimento bilionário que também representa um marco. Pela primeira vez, em décadas, o Interior do Estado recebe um empreendimento de tal porte, que inclui uma ferrovia com 1.100 quilômetros, somente no território baiano (de Barreiras a Ilhéus), um aeroporto internacional e um porto para navios de grande calado. Essa infraestrutura permitirá o escoamento de produtos como grãos, fertilizantes e minérios, beneficiando o estado com o aumento da arrecadação e a geração de novos empregos.

O Porto Sul traduz a opção do Governo da Bahia, com o apoio do Governo Federal, de interiorizar o desenvolvimento baiano, há décadas concentrado em Salvador e Região Metropolitana. É uma opção corajosa e coerente, que demonstra visão estratégica e compromisso com o crescimento de nosso Estado.

Não deve passar despercebido o alerta do governador Jaques Wagner, na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira, 15 de fevereiro, sobre as movimentações de forças políticas de outros estados interessadas em impedir que a Bahia dê esse salto para um novo ciclo de progresso. O envolvimento das lideranças e a participação efetiva da sociedade baiana nesta questão são fundamentais para que o Porto Sul não “morra na praia”. Viver esse momento histórico não é apenas um privilégio, pois implica em assumir desafios e não se deixar atropelar pelos fatos. Quem entende a demanda e assume essa postura tem uma oportunidade a mais: a de fazer história.

Outro ponto importante é que a defesa do Porto Sul não significa passar ao largo da questão ambiental e da responsabilidade com o desenvolvimento sustentável. O debate está aberto e deve ser travado de maneira democrática, com foco no interesse regional, e buscando caminhos para que o impacto no meio ambiente seja o menor possível. Frisamos, ainda, que os defensores do projeto não devem ser colocados em área oposta aos que lutam pela preservação da natureza, pois isso empobrece a discussão. Todos nós devemos nos posicionar em defesa do meio ambiente, pois, há muito tempo isso deixou de ser obstáculo ao crescimento.

Josias Gomes (PT) é deputado federal,  e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores na Bahia.


Deputado Josias Gomes participa do lançamento do PAC da Mobilidade Urbana, no Palácio do Planalto

O deputado federal Josias Gomes participa no final da manhã desta quarta-feira, 16, às 11 horas, do lançamento do PAC da Mobilidade Urbana nas Grandes Cidades. A solenidade vai acontecer no Salão Oeste do Palácio do Planalto e contará com as presenças dos ministros do Planejamento, Miriam Belchior, das Cidades, Mário Negromonte, e das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. O programa prevê investimentos de R$18 bilhões na melhoria dos transportes de massa em 24 grandes cidades brasileiras.


Crescimento do varejo revela vitalidade da economia brasileira, comenta Josias Gomes

Deputado federal Josias Gomes

“A economia brasileira cada vez mais dá sinais de vitalidade, como, nesta terça-feira, 15, em virtude dos números positivos do comércio varejista nacional, com alta no volume de vendas em seis das oito atividades do setor”. O comentário é do deputado federal Josias Gomes, do PT da Bahia, acerca dos números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dando conta da expansão observada no comércio varejista nacional, entre os meses de novembro e dezembro do ano passado.

A expansão mais forte foi no setor de tecidos, vestuário e calçados, que foi na ordem de 3,4%. Também registraram acréscimo entre os dois meses equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,8%); livros, jornais, revistas e papelaria (2,3%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,6%); móveis e eletrodomésticos (1,4%); e combustíveis e lubrificantes (1,1%).

Ainda na comparação com o mês anterior, houve queda no volume de vendas em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,0%). Já em relação ao mesmo período de 2009, o IBGE apurou aumento no volume de vendas em dezembro do ano passado em todas as oito atividades. O destaque foi o setor de móveis e eletrodomésticos, com expansão de 18,3%.

Também tiveram acréscimo hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,5%); tecidos, vestuário e calçado (10,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,0%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (13,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (25,5%); combustíveis e lubrificantes (6,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (26,6%).

No comércio varejista ampliado (que inclui, além das atividades pesquisadas pelo IBGE, os setores de veículos, motos, partes e peças e de material de construção), a alta no volume de vendas foi de 2,3% na passagem de um mês para o outro, e de 2,1% na receita nominal.

Já na comparação com dezembro do ano anterior, o volume de vendas subiu 14,8% e a receita nominal, 18,4%. No ano, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam expansão de 12,2%. Já a receita nominal registrou crescimento de 12,2% em 2010.

Somente o setor de veículos, motos, partes e peças teve aumento de 4,7% em dezembro em relação a novembro no volume de vendas; e de 25,6% na comparação com dezembro de 2009. Já o volume de vendas de material de construção subiu 3,2% entre os dois meses e aumentou 16,1% em relação a dezembro de 2009.

Assessoria de Comunicação do deputado federal Josias Gomes, com informações das agências de notícias


Josias Gomes destaca entrevista de Jacques Wagner no Valor Econômico

O jornal Valor Econômico, em sua edição desta terça-feira, 15, publica longa entrevista, em formato pingue-pongue, com o governador Jacques Wagner, que analisa aspectos políticos, administrativos e econômicos da nova Bahia que vem sendo construída pelo PT, desde 2006. “O governador Jacques Wagner revela como os baianos conseguiram migrar de um estado onde ‘o limite da autoridade não era a lei, era a vontade da autoridade’, para um estado onde predominam as relações de parceria e de unidade, objetivando a construção de uma nova realidade de diálogo entre todas as forças políticas baianas”, comentou Josias Gomes.

Josias destacou, dentro da nova realidade econômica da Bahia, a partir do governo Wagner, setores como o Mineral, “que vem experimentando crescimentos significativos”, a construção da Rodovia Leste-Oeste, “transportando soja, farelo de soja, milho, fertilizantes, combustíveis e minérios, entre Tocantins e Bahia”, o programa Água para Todos “proporcionando água de qualidade e ampliando os serviços de esgotamento sanitário em todo o Estado”, melhoria do sistema de Saúde da Bahia “com a construção e recuperação de hospitais e casas de saúde”, investimentos na agricultura familiar e no agronegócio “melhorando sensivelmente a produção agrícola e pecuária do estado”, são, de acordo com Josias, “alguns dos mais notáveis esforços do atual governo da Bahia.

O deputado baiano destacou, ainda, o esforço que vem desenvolvendo o governador Jacques Wagner no campo da segurança pública, “afetado pelo aumento do comércio das drogas, uma realidade que atinge o Brasil inteiro, mas, que, na Bahia, vem sendo enfrentado com coragem e determinação pela administração petista”, conforme o parlamentar.

Na seqüência, a entrevista do governador Jacques Wagner ao Valor Econômico:

 

“Dilma vai se impor ao Congresso com a rua”

Raymundo Costa e Rosângela Bittar | De Brasília

Pelo poder que acumulou nos governos do PT, o governador da Bahia, Jaques Wagner, já pode ser chamado de vice-rei do Nordeste. Assim era chamado outro poderoso baiano, Antonio Carlos Magalhães, o ACM, cujo ocaso foi apressado pela primeira vitória do “Galego” ao governo baiano, em 2006. “Galego” era como o chamava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; agora ele é “Jaquinho”, forma carinhosa como o chama a presidente Dilma Rousseff, em cujo governo ele emplacou nada menos do que três ministros de Estado, além de manter o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a maior estatal brasileira.

“Jaquinho” não gosta de comparações com ACM, símbolo de um tempo em que, segundo ele, “o limite da autoridade não era a lei, era a vontade da autoridade”. A rigor, ele só reconhece ter indicado Gabrielli. Wagner diz que o aumento da violência no Nordeste, evidente na Bahia, é também resultado do crescimento econômico e se declara um “torcedor de Dilma”. Segundo “Jaquinho”, não existe o menor risco de Dilma evitar medidas duras – como o anunciado corte de R$ 50 bilhões no Orçamento – necessárias para impedir a volta da inflação. “Não apostem, em nenhuma hipótese, dessa mulher brincar com isso”, diz.

Abaixo, trechos da conversa com o governador, em um jantar com o Valor, em Brasília:

Valor: O senhor é o novo vice-rei do Nordeste?

Jaques Wagner: Não, eu apenas sou disciplinado, sou homem de projeto. Trabalho pelo projeto. Foi assim com o presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva], a quem servi diretamente. Tenho projeto político, tenho lealdade. Essa invenção de que eu nomeei tudo não é verdadeira.

Valor: Mas sua ligação com a presidente é realmente especial?

Wagner: Eu tenho uma bela relação com ela, construída nos momentos mais difíceis do primeiro governo do presidente Lula. Na chamada crise do mensalão, ela ficou fazendo a gestão na Casa Civil e fui fazer a coordenação política. Fomos construindo uma relação. Na transição, trouxe o Gabrielli [José Sérgio, presidente da Petrobras] e apresentei a ela, o presidente Lula já a conhecia de trabalhos para o Instituto de Cidadania. Depois ela virou ministra das Minas e Energia, eu ministro do Trabalho. Depois virei coordenador político e ela ministra da Casa Civil. Passamos várias noites no Palácio do Planalto apanhando bastante da oposição.

Valor: A crise de 2005, do mensalão, os aproximou ainda mais?

Wagner: Naqueles momentos mais difíceis criou-se relação de amizade que considero, hoje, uma relação de amizade dentro de casa: eu, ela, a filha dela, minha mulher Fátima, várias vezes que ela foi à Bahia dormiu com a gente lá em casa, fui ao casamento da filha dela. É uma relação forte.

Valor: Então estão certos os que atribuem ao senhor muito poder…

Wagner: É uma avaliação equivocada. Amigo, nessas horas, é mais chamado para o sacrifício: “só você, amigo, para aguentar isso aqui”.

Valor: O apadrinhado é muito fiel, dá vantagens ao padrinho?

Wagner: Eu não faço briga de posições. Um ministro aqui não resolve minha vida. Preciso do Guido [Mantega, ministro da Fazenda], do [Fernando] Haddad [ministro da Educação], do [José Eduardo] Cardozo [ministro da Justiça], da Miriam [Belchior, ministra do Planejamento], de todos.

Valor: Mas um que lhe deve o cargo, ajuda mais…

Wagner: Governador de um Estado do meu tamanho, com um orçamento péssimo, o pior orçamento per capita do país, com o tipo de negócio que temos, muita isenção, muita coisa é de commodities para exportação, meu orçamento total, ano passado, é de R$ 23 bilhões. Para 14 milhões de habitantes, 570 mil quilômetros quadrados, a segunda malha rodoviária do país, só perde para Minas Gerais. Com um problema social que é próprio do Nordeste, próprio do Brasil, é até agudizado.

Valor: Que características esta questão social apresenta na Bahia?

Wagner: O maior volume de ligações do Luz para Todos é lá, o maior volume de Bolsa Família é lá. São R$ 2,1 bilhões anuais de Bolsa Família e benefícios de prestação continuada. É o que entra líquido no mercado, e quem tem Bolsa Família não faz como nós da classe média, que vai botando no banco. Gasta sandália havaiana, remédio, roupa, comida. Roda a economia lá embaixo, no fundão da Bahia. Imagina o que são R$ 2,1 bilhão. Isso é 10% do meu orçamento, entra na veia da economia. Por isso mudou a realidade. As pessoas olham para o Bolsa Família, a meu ver equivocadamente, como um programa social. Ele é um belíssimo programa de microeconomia.

Valor: O que mudou da Bahia de ACM para a de Jaques Wagner?

Wagner: Eu não sou de falar do passado. Afinal, ele não está aqui para se defender [Antonio Carlos Magalhães morreu em 2007]. Agora, eles deixaram 2,1 milhões de analfabetos e 70% da população rural sem acesso à água. Eu alfabetizei 790 mil, e agora em abril estou completando 1 milhão. É o maior programa, reconhecido pelo MEC, de alfabetização do país.

Valor: Mas a violência cresceu.

Wagner: Agora, em janeiro, os números começaram a decrescer de novo. Cresceu o número de homicídios, muito ligado a drogas.

Valor: … e no entanto a violência…

Wagner: Cresceu a economia, cresceu o mercado, cresce o mercado de tudo, inclusive o de drogas.

Valor: Com as medidas de segurança no Rio e São Paulo os chefes do tráfico não podem correr para outros Estados, piorando a situação?

Wagner: Os chefes podem ir até para os Estados Unidos. E comandar o tráfico de lá. Agora, a logística dele tem que estar onde está o mercado. O mercado de cocaína, de crack, não se mudou, por obra das UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora], do Rio para Salvador.

Valor: Mercado tem em todo lugar.

Wagner: Nós já temos o mercado da Bahia, que é infinitamente menor que o do Rio e de São Paulo. Se fosse assaltante de banco eu até concordaria, porque assaltante de banco assalta bancos, não precisa de mercado. Se tem desenvolvimento, você tem os problemas do desenvolvimento: ambientais, sociais e do tráfico.

Valor: O esquema de segurança de ACM não era mais enérgico?

Wagner: A briga de segurança é uma briga prolongada. Nós temos que melhorar muito. Eu aumentei mil vagas de presídio, tenho que aumentar mais 2 mil. Mudei a frota de veículos, tem 7 mil policiais novos. Havia uma cultura que ninguém sabia quem prendia e quem soltava, porque lá o limite da autoridade não era a lei, era a vontade da autoridade. Isso desconstroi a lógica de funcionamento de Estado. É preciso quebrar essa cultura. Mas fazer isso em quatro anos é difícil. Não culpo ninguém, a culpa é minha.

Valor: A Bahia deu também, no seu período de governo, um retorno eleitoral forte a Dilma.

Wagner: Todos reconhecem o trabalho que fizemos para a vitória da presidente. A Bahia deu o maior contingente de votos de frente para ela, em todo o país: ela ganhou do [José] Serra [candidato do PSDB] por 12 milhões. Da Bahia ela saiu com uma frente de 2,7 milhões. Eu trouxe para ela dois senadores, cinco deputados federais, um governador que se dispõe a ajudá-la politicamente, porque financeiramente é o contrário. Ela chora comigo, eu choro com ela.

Valor: O senhor não pediu nada em troca dessa vitória?

Wagner: Eu achei que era hora de a gente ter o Ministério da Integração Nacional, que tem uma simbologia muito forte para o Nordeste. Mas antes do PMDB o ministério fora ocupado pelo PSB, e o Eduardo Campos, governador de Pernambuco, também tinha pedido. Aí quem cede é o amigo.

 Valor: Em troca do quê?

Wagner: Quando quem de direito falou que precisava compor com Eduardo, eu disse: não tem problema, não quero mais nada. Eu quero manter a relação. Isso para mim é mais importante do que ter um ministro. O Eduardo é presidente de um partido que tem trinta e tantos deputados, seis governadores de Estado, e por aí vai. Eu sou só um governador. O presidente do meu partido não sou eu. Eu parei de pedir, saí da disputa.

Valor: Houve um momento que o senhor liderou uma bancada de PT do Nordeste?

Wagner: Como sabia que a presidente tinha interesse em fazer um gesto na minha direção, o PT do Nordeste veio me pedir para ser o condutor dessa negociação. Aí eu fiquei capitaneando essa “tendência”, que não existe, do PT nordestino. Reunimos com o Eduardo, mostrei que não tínhamos porque brigar, o governo queria atender a ele, propus compormos, facilitar a vida dela. Conseguimos fazer uma coisa desse tipo. Aí começaram a pedir o MDS [Ministério do Desenvolvimento Social], o MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], quando eu vi que a coisa estava ficando complicada eu disse, estou fora. Eu não vou esgarçar a minha relação em função desse negócio. E caí fora.

Valor: Mas três baianos viraram ministros de Dilma.

Wagner: Mário Negromonte [Cidades] foi uma apresentação da bancada do PP. Um baiano. Eu apoiei. A Luiza Bairros [Promoção e Igualdade Racial] foi chamada por Dilma. Ela seria minha secretária na Bahia. Alguém lembrou dela em uma reunião. A presidente me ligou: “Jaquinho, a sua secretária, como é o trabalho dela?” Eu disse: “Eu adoro, vou mantê-la”. E ela: “Você me cederia para vir fazer um trabalho no governo?” Eu digo: “Claro”. É um ministério muito importante, porque pode não ter orçamento, mas tem uma simbologia muito grande. Política não se faz só com dinheiro, faz-se também com simbologia.

Valor: E o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, não é indicação sua?

Wagner: Era para ser a Lúcia Falcão, uma baiana que era secretária do governo de Sergipe. Aí veio a questão natural do PT. A DS [Democracia Socialista, tendência petista] reclamou que estava sendo excluída da participação [do PT no governo]. Puxa daqui, estica dali, tenta compor e o pessoal impôs que fosse alguém que viesse do Nordeste, porque sabia que não havia o equilíbrio petista Nordeste, Sul e Sudeste. A DS indicou o Afonso. Eu apoiei.

Valor: E o Gabrielli?

Wagner: É um grande quadro da academia, bom caráter, foi candidato a governador, deputado federal e aí veio para cá [diretoria da Petrobras]. O mercado reagiu: “um absurdo”. Com um ano ele já estava sendo elogiado pelo mercado. Hoje é adorado pelo pessoal da Petrobras e pela presidente.

Valor: Mas é indicação sua.

Wagner: É óbvio que eu pedi. Agora, a manutenção dele não dependeu nem um pouco do meu pedido. Dependeu fundamentalmente do desempenho dele.

Valor: Em geral, os presidentes da Petrobras são acusados de corporativismo. Gabrielli é visto como um defensor do interesse do governo na empresa.

Wagner: Quem nomeia, em nome da sociedade brasileira, é o acionista majoritário da companhia. Pela legitimidade de 54 milhões de votos, gostando ou não, a presidente Dilma é a acionista majoritária, representa a sociedade brasileira. Se eu for um privatista, eleito pelo voto, eu boto a companhia para ser privatizada. Se eu não tiver essa visão, eu faço uma empresa eficiente, mas pública. Como ela é. Então essa é uma falsa dicotomia que se coloca. Por exemplo: as sondas da Petrobras. Nós vamos fazer um tremendo investimento de alguns bilhões de dólares, e um grupo técnico da Petrobras diz assim: “nós compramos mais barato em Cingapura”. Mas eu que sou acionista majoritário digo “calma lá, tenho interesse de instalar uma indústria naval aqui dentro. Nós já tivemos, e foi rifada. E eu não vou comprar lá fora. Quem quiser vem fazer aqui dentro”.

Valor: Gabrielli fica só até a eleição para o governo da Bahia, a carreira dele agora é política?

Wagner: Hoje ele está apaixonado pela atividade que está exercendo lá. Então é o roteiro dele. Mas a vida é assim. Meu roteiro não era este, deputado, ministro, governador. Eu era sindicalista. É legítimo, não é obrigatório, que o PT pretenda ter o meu sucessor. O [senador] Walter Pinheiro [que foi secretário de Planejamento da Bahia, em 2009] é um nome. O Gabrielli é um nome, assim como são os prefeitos de Camaçari [Luiz Carlos Caetano] e a de Lauro de Freitas [Moema Gramacho]. É cedo.

Valor: O início do governo mostra que há problemas na relação da presidente com o PMDB, por causa dos cargos. Não é um risco?

Wagner: Ela viveu oito anos ao lado do presidente Lula, dois como ministra das Minas e Energia e seis na Casa Civil, que era o posto de organização da gestão. Então ela sabe o quanto ajuda e o quanto não ajuda uma indicação não bem feita de um aliado. Não que ela rejeite indicações, que isso é da vida da política. Eu não vejo nada de criminoso em quem ajudou a construir ajudar a dirigir. Mas tem que combinar os dois critérios. Ministério ou secretaria não é lugar de cabo eleitoral. Secretaria é lugar de “político gestor”. Para sentar numa cadeira de governador ou ministro, tem que ser bom de entrega de serviço, tem de ser bom de política. Tem que conversar com os Poderes, tem que conversar com os deputados. É uma falsa dicotomia. Eu acho que ela pode estar dizendo “moçada, vocês têm o direito, mas eu também tenho o direito de exigir determinado tipo de qualidade”. O presidente Lula vem da política, e se apropriou da gestão; ela vem da gestão e vai se apropriar da política. São dois caminhos diferentes mas igualmente possíveis.

Valor: Como o senhor está vendo o início do governo Dilma?

Wagner: Eu sou suspeito porque sou torcedor. Entre os que não são torcedores eu tenho ouvido também avaliações positivas. Agora não há como os governos serem iguais. Porque ela não é igual a ele e ele não é igual a ela. Que bom que ela é mais recatada, porque o outro era mais saído. Não era isso o que vocês falavam?

Valor: Mas está dando resultado?

Wagner: Ela está organizando o governo, mudando o ministério, se assenhorar da máquina.

Valor: E a questão do salário mínimo já não mostra uma mudança em relação ao governo Lula, que sempre cedia à pressão das centrais sindicais?

Wagner: Em 2004, Lula não foi nem para o Primeiro de Maio. Não foi porque deu um reajuste que achava aquém do que merecia. Eu estava lá, era ministro do Trabalho. Ela está vivendo o primeiro ano de governo dela. Ela tem que fazer cortes.

Valor: A história recente mostra que para a inflação saltar de 6% para 12%, basta piscar os olhos.

Wagner: Nós estamos passando bem pela crise, mas não podemos brincar com a crise. Não apostem, em nenhuma hipótese, que essa vá mulher brincar com isso. Em nenhuma hipótese. Quem veio da política para a gestão não brincou, imagine ela. Na crise de 2005, Lula foi aconselhado a resolver tudo com uma canetada no Orçamento. Se ele quisesse ser populista, em 2005, jogava dinheiro para o alto, estourava com tudo que estava sendo feito, mas controlava o momento. Ele foi para a rua se defender.

Valor: A relação da presidente com o Congresso não está ficando perigosa, diante do corte de emendas, reajuste pequeno do salário mínimo, insatisfação por causa de cargos?

Wagner: A relação da presidente com o Congresso dependerá da relação dela com a rua. Se o país estiver bem, o Congresso estará bem. O Congresso tem um “feeling” perfeito e não joga contra quem está bem com a sociedade.


Terminal Pesqueiro de Ilhéus dará novo ímpeto ao segmento no Baixo Sul e Litoral Sul da Bahia, prevê o deputado federal Josias Gomes

 

Deputado federal Josias Gomes - Foto: O Sarrafo

O deputado federal Josias Gomes (PT-BA) prevê novo ímpeto de desenvolvimento para os setores pesqueiros do Baixo Sul e do Litoral Sul baianos, a partir do Terminal Pesqueiro de Ilhéus, que está sendo construído desde novembro do ano passado. “Pelos cálculos da Bahia Pesca, quando estiver pronto, serão cerca de 11.000 os beneficiados pelo terminal pesqueiro de Ilhéus, sendo que as obras até se encontram mais adiantadas do que as do terminal pesqueiro de Salvador, que começa a ser construído, agora, em fevereiro, sendo que os dois, conjuntamente, o de Ilhéus e o de Salvador, podem fazer com que a Bahia salte do terceiro maior produtor de pescados do Brasil, para o primeiro lugar”.

O terminal de ilhéus está sendo edificado nas instalações do antigo porto da cidade, localizado na Enseada do Pontal, próximo à foz do Rio Cachoeira. Entretanto o impacto das construções será sentido muito além:  a Região do Baixo Sul, com nove municípios; e o Litoral Sul, com os municípios de Maraú e Itacaré. “O objetivo é melhorar a qualidade e a produtividade do pescado local, as condições de trabalho do pescador, reduzir o custo do peixe para os moradores da cidade e região, entre outros. Estamos investindo quase R$ 10 milhões na economia de Ilhéus”, avalia o presidente da Bahia Pesca Albagli. O otimismo é compartilhado pelo vice-presidente da Federação de Pescadores do Estado da Bahia, Emílio Alves. “Tínhamos um problema de infra-estrutura que será finalmente solucionado. Os colegas da região não tinham local para aportar, era tido feito no improviso. O terminal vai solucionar um problema que temos há décadas”, afirma.

Quando estiver pronto, o Terminal Pesqueiro de Ilhéus contará com uma unidades de beneficiamento do pescado, além de unidades de apoio e comercialização. O beneficiamento será dotado de câmaras e túneis de espera, congelamento e estocagem de iscas e refrigerados; sala de higienização, expedição com pátio de caminhões, vestiários e sanitários, e casa de máquinas.

Já a unidade de apoio disponibilizará fábrica de gelo, abastecimento de água e combustível, central de fornecimento de energia, píer de embarque e desembarque, refeitório, sala de rádio, posto bancário, boxes de vendas, almoxarifado, oficina de manutenção de embarcações, carreira com guincho e central de higienização de caixas. Os usuários poderão desfrutar ainda, na unidade de comercialização, de lanchonete e estacionamento.

A pesca na Bahia

A Bahia é o terceiro maior produtor de pescados do Brasil, com uma produção estimada em 80.000 toneladas por ano.  “Porém, toda produção é levada para ser beneficiada nas suas origens. Aqui não há desembarque industrial de pescados porque não temos infraestrutura portuária. O preço quem paga é o consumidor. Com o terminal pesqueiro essa anomalia será abolida. Ganha o pescador e ganha o consumidor”, completa Isaac Albagli.

Assessoria de Comunicação do deputado federal Josias Gomes, com informações da Assessoria de Imprensa da Bahia Pesca


Josias destaca importância de governo baiano investir na agricultura familiar

Deputado federal Josias Gomes (PT-BA)

O deputado federal Josias Gomes comemorou, nesta segunda-feira, 14, o investimento que vai ser feito pelo Governo da Bahia no setor da agricultura familiar. Agrônomo, e bastante ligado ao setor agrícola do estado, o parlamentar baiano considera que a iniciativa do governo em comprar produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar “constitui-se em fator de estímulo aos agricultores familiares, que enfrentam problemas de toda a ordem, desde os climáticos, até os relativos a dificuldades de comercialização”.

O Diário Oficial do Estado da Bahia, em sua edição deste final de semana, sob o título “Alimentação Escolar investe R$27 milhões na agricultura familiar”, divulga a decisão do governo Jacques Wagner em dotar a alimentação escolar de itens adquiridos diretamente de agricultores familiares. De acordo com Josias, “a decisão é de grande importância, uma vez que pode melhorar sensivelmente a capitalização dos agricultores familiares, ajudando a melhorar, também, a produção, pela aplicação de novos maquinários a serem adquiridos por esses agricultores”, comentou Josias.


Josias Gomes cumpre agenda em Santa Luzia

Josias Gomes, em Santa Luzia

Parte de sua agenda para o final de semana, o deputado federal Josias Gomes reuniu-se, em Santa Luzia, neste domingo, 13, com militantes e dirigentes do PT de vários municípios da região cacaueira: Mascote, Pau Brasil, Jusarri, Itapé, Una, Itaju da Colônia, São José da Vitória, e Santa Luzia.

Nesta segunda-feira, 14, dando continuidade à agenda do mandato na região cacaueira e do Baixo Sul, Josias se reúne, em Canavieiras, com dirigentes e militantes petistas locais, com agenda organizativa e administrativa. O parlamentar não apenas vai tratar de estratégias partidárias, visando 2012, como, ainda, de questões relativas à organização do partido e do mandato.


Página 648 de 680« First...102030...646647648649650...660670680...Last »



Fotos

Fale Conosco

BRASÍLIA:

Câmara dos Deputados - Praça dos Três Poderes, Anexo IV, Gabinete 642 - Brasília-DF - CEP 70160-900

Telefone: +55 (61) 3215-3642 | 3215-4642 | 3215-5642 - Fax: (61)3215-2642 - Celular: (71) 9 8866-1312

E-Mail: dep.josiasgomes@camara.gov.br - Facebook: josiasgomes1312 - Instagram: josiasgomes1312

SALVADOR:

Rua Edístio Ponde nº 353, Ed. Empresarial Tancredo Neves, Sala 404 - Bairro Stiep - Salvador-BA - CEP 41770-395

Telefone: +55 (71) 3013-1312 | 3011-1312

Licença Creative Commons

займ на карту с плохой кредитной историей