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Municípios do Oeste baiano recebem novas estradas e equipamentos de Saúde

Estudantes da Universidade Federal da Bahia, em Barreiras, vão poder chegar ao campus com mais segurança e tranquilidade, com a inauguração neste sábado (14), do trecho de 3,5 quilômetros da BA-827, que dá acesso à universidade. A estrada foi totalmente recuperada e sinalizada, e ganhará nova iluminação.
Presente ao ato de inauguração, o governador Jaques Wagner também assinou a ordem de serviço para que o Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia, Derba, inicie imediatamente a construção de uma ponte sobre o Rio de Ondas. A estrutura atual é de madeira e só permite a passagem de um veículo por vez. Ainda em Barreiras, foi autorizada a realização de obras para recuperar trechos nas ligações da BA-455/BR-135; BA-826/BR-135; BA-447/BR-242.
“São R$ 14 milhões em investimentos aqui para a Barreiras, além do asfaltamento da estrada e da construção da ponte, acabo de autorizar a instalação de iluminação no trecho que dá acesso à universidade, uma reivindicação dos estudantes aqui hoje”, informou o governador.
Luís Eduardo Magalhães
Do município de Barreiras, Wagner seguiu para Luís Eduardo Magalhães, onde inaugurou, com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Mimoso I. Foram investidos R$ 1,5 milhão na construção da UPA, que tem capacidade para atender 150 pessoas por dia, conta com seis leitos de observação e 80 profissionais de saúde.
De acordo com Alexandre Padilha, a construção da UPA faz parte da política de saúde do governo federal, em parceria com estados e municípios, que visa garantir o atendimento de emergência de qualidade a qualquer hora e com acesso fácil. “Essa UPA aqui de Luís Eduardo Magalhães vai abrir às 19h deste sábado e nunca mais vai fechar. Quem passar mal pode buscar atendimento aqui na UPA e, se preciso, daqui pode ir para um hospital”.
Ainda segundo o ministro, nas UPAs que já estão funcionando, de cada 100 pessoas atendidas, apenas três precisam realmente ir para hospitais. Esses números mostram, de acordo com Padilha, como a unidade proporciona rapidez no atendimento de emergência, associada ao desafogamento nas redes de hospitais.
A unidade vai funcionar 24 horas por dia, em conjunto com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da cidade. Essa é a quarta UPA do estado e a primeira da região oeste. Na UPA, o paciente recebe os primeiros socorros, tem o quadro clínico estabilizado e, se necessário, é transferido para uma unidade de saúde de alta complexidade. O atendimento é de baixa e média complexidade em clínica geral, pediatria, ortopedia e odontologia. A população pode medir a pressão e tratar de problemas como febre, cortes, queimaduras, alguns traumas, além de receber o primeiro atendimento para infarto ou acidente vascular cerebral, entre outras enfermidades.
A Bahia tem 56 UPAs em processo de construção, com elaboração de projetos, licitações e resolução de outras questões burocráticas para que possa iniciar a construir da unidade.
Agecom-BA

Dilma volta a atacar protecionismo da zona do euro

A presidenta Dilma Rousseff voltou neste sábado (14) a criticar a política monetária dos países da zona do euro no enfrentamento da crise econômica. Em discurso na abertura da 6ª Cúpula das Américas, na Colômbia, ela disse que o “tsunami monetário” provocado por essa política coloca em risco as indústrias da América Latina.
Embora reconhecendo o papel das ações expansionistas monetárias da região do euro para evitar os efeitos que uma grave crise de liquidez poderia ter no mundo, ela ressaltou que a política monetária, sozinha, contém “um fator de protecionismo que se caracteriza pelo fato de as moedas locais, quando não têm para onde ir, vão para aqueles mercados que são vistos como mais estáveis e que podem fazer uma arbitragem”. Dilma falou para uma plateia de chefes de Estado de 33 países, incluindo o dos Estados Unidos, Barack Obama.
A presidenta disse que as economias latinas estão mais fortes hoje do que em outros momentos, mas não são imunes aos efeitos da crise econômica mundial no emprego e no crescimento. Para Dilma, os países latinos devem se “defender” da expansão monetária que torna as moedas locais mais fortes, prejudicando a indústria.
“É claro que nós temos que tomar medidas para nos defender. Defender é diferente de proteger. Significa que nós vamos ter que perceber que não podemos deixar que o nosso setor manufatureiro seja canibalizado”, afirmou Dilma. A solução é que os países superavitários assumam uma posição “virtuosa” de expansão do investimento para permitir a redução do desemprego e que a política monetária seja usada para sair da crise.
Dilma Rousseff falou ainda sobre a necessidade de articulação dos países latino-americanos para a integração logística, energética e da cadeia produtiva. Na opinião da presidenta, é preciso também que os países se unam para aumentar as fontes de investimento, evitando inflação e bolhas especulativas.
A 6ª Cúpula das Américas termina amanhã (15). Até lá os chefes de Estado deverão tratar de temas como desastres naturais, redução da pobreza, acesso e uso de tecnologias, segurança e integração.
Agência Brasil

Governo põe novos medicamentos na lista da rede pública

O medicamento Alteplase, usado por alguns hospitais da rede particular no tratamento do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, passa a fazer parte da lista de medicamentos disponibilizados pela rede pública de saúde. A portaria regulamentando o emprego do remédio foi publicada nesta sexta-feira (13) no Diário Oficial da União.
Os hospitais deverão solicitar o credenciamento do medicamento às secretarias de Saúde nos estados, que encaminharão a demanda para autorização do Ministério da Saúde.
Para o credenciamento, os hospitais deverão disponibilizar um conjunto de procedimentos destinados ao tratamento desses pacientes, desde o atendimento básico, com a aplicação do medicamentos, até a oferta de leitos e a infraestrutura para a reabilitação.
A medida é fruto de consulta pública aberta pelo Ministério da Saúde, no ano passado. O medicamento já era usado pelo sistema público para casos de infarto agudo do miocárdio. Em casos de AVC isquêmico, quando a obstrução de um vaso interrompe o fluxo sanguíneo para o cérebro, o Alteplase dissolve o coágulo e normaliza a passagem do sangue.
De acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), o AVC é a segunda maior causa de morte e a principal causa de incapacidade no mundo. Com base nas informações do DataSUS, de 2005 a 2009, foram registrados no Brasil cerca de 170 mil internações por AVC ao ano, com um percentual de óbitos de 17%.
Os AVCs são classificados como hemorrágico ou isquêmico, sendo esse último o mais frequente, representando em torno de 85% dos casos. Aterosclerose de pequenas e grandes artérias cerebrais é responsável pela maioria dos AVCs, seja hemorrágico ou isquêmico.
Fonte: Agência Brasil

Fonte Nova tem 56% das obras concluídas

Uma comissão formada por representantes do Comitê Organizador Local da Copa (COL) visitou a Arena Fonte Nova, em Salvador, nesta semana. Eles passaram no centro de visitação e viram o andamento da obra, que já tem 56% dos trabalhos concluídos.
De acordo com o diretor de Engenharia da Fonte Nova Participações, José Luiz Góes, a obra é feita em regime acelerado, são 22 horas de trabalho por dia. “Estamos no pico da construção, com várias atividades sendo desenvolvidas simultaneamente. Em breve, a estrutura estará sendo concluída e entraremos numa curva decrescente até a conclusão.”
Atualmente, 2.900 operários trabalham na obra, finalizando a colocação de vigas, pilares, lajes e na montagem das arquibancadas. Também estão sendo feitas a fundação do prédio-garagem e as rampas de acessos laterais. A previsão é que a Arena Fonte Nova esteja pronta no fim deste ano.
Contagem regressiva
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, acompanhou a visita da comissão da FIFA, e saiu confiante com a participação da Bahia na Copa das Confederações, marcada para junho do ano que vem. “Tenho certeza que agora entramos numa contagem regressiva para o anúncio de que a Bahia vai sim sediar a Copa das Confederações. As etapas seguem no cronograma da FIFA, e foi apresentado um plano que nos dá a segurança de que no início do ano que vem as obras estarão concluídas.”
Vasconcelos também destacou a entrega dos documentos relativos aos campos de treinamentos. Um dos campos oficiais será Pituaçu, que inaugurou o primeiro sistema de energia solar em estádios na América Latina. “Isso com certeza influencia e dá um toque especial a nossa Copa.”
Fonte: Portal da Copa

Governo investirá R$ 32 bilhões em mobilidade urbana

O governo pretende investir R$ 32 bilhões em obras de mobilidade urbana. A Lei nº 12.587/12, conhecida como Lei de Mobilidade Urbana, que entrou em vigor nesta sexta-feira (13), foi avaliada pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, durante o programa de rádio Bom Dia, como uma conquista do Brasil. “Estão previstos investimentos extremamente importantes que contribuirão para minimizar os problemas dos brasileiros se locomover”, destacou o ministro.
No programa, houve a avaliação da segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida, na modalidade que atende municípios com até 50 mil habitantes. “Nessa modalidade do programa Minha Casa, Minha Vida serão construídas 220 mil casas. Nesta quinta-feira (12), foram anunciadas 107 e vamos ter a segunda etapa possivelmente no início de 2013, quando faremos a segunda seleção”, explicou Aguinaldo Ribeiro.
O ministro salientou que nos critérios utilizados para seleção das áreas atendidas pelas moradias foi levado em consideração o déficit habitacional e o índice de pobreza das regiões.
O ministro comentou, ainda, a fiscalização na qualidade das obras do projeto Minha Casa, Minha Vida. “Melhoramos muito na fiscalização. Há uma preocupação com a qualidade dos materiais utilizados, que atendam os preceitos dos projetos que temos encomendado”, disse.

Fonte: Portal do Planalto

Inovação e produção de conhecimento tecnologico são nova agenda do País

A presidenta Dilma Rousseff visitou nesta sexta-feira (13), na Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma exposição sobre o Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira. Com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o programa irá investir em institutos e laboratórios de ciência, tecnologia e inovação.
Em discurso, Dilma afirmou que a inovação e a geração de conhecimento tecnológico passam a integrar a nova agenda para o Brasil e são parte das ações para desmontar os entraves ao crescimento sustentável do País. Segundo a presidenta, além da redução dos juros e do spread, uma desoneração tributária deve ser feita sem comprometer a situação macroeconômica.
“Esses entraves podem ser assim resumidos, muito simplificadamente, na necessidade de nós colocarmos os nossos juros e spreads incluídos nos padrões internacionais de custo de capital”, disse.
Dilma Rousseff chamou a atenção também para as medidas adotadas pelos países desenvolvidos para enfrentar a crise. “Nós temos de estar sempre atentos para que os mecanismos de combate à crise que os países desenvolvidos adotam – a chamada desvalorização competitiva – não levem a uma valorização do nosso câmbio, que torna a indústria e as empresas de serviços brasileiras presas fáceis de um processo de desconstituição, e eu diria até de canibalização”, completou.
Para a presidenta, a ciência, a tecnologia, a inovação e a ampliação do acesso à educação são instrumentos para aumentar a produtividade da indústria brasileira.
“Sabemos que o nosso País tem vários méritos hoje. Nós, ao contrário da maioria dos países, vivemos em uma situação que se caracteriza pela redução das desigualdades. Temos de transformar essa redução das desigualdades em redução das diferenças de oportunidade, de acesso à educação. No Pronatec, nós damos um grande passo”, afirmou.
O discurso da presidenta ocorre dez dias depois do anúncio de novas medidas de estímulo à competitividade indústrial e dois dias após retornar de viagem aos Estados Unidos onde, além de se reunir com o presidente Barack Obama, visitou a Universidade Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Dois dos mais importantes centros de produção tecnológica do mundo, Harvard e o MIT estão entre os centros de excelência estrangeiros que vão receber 101 mil estudantes graduando e pós-graduandos brasileiros das áreas de ciências, química, biologia e engenharia. “Temos de investir na capacidade de transformar ideias em ação e, no caso do Brasil, de forma mais acelerada para reduzir os nossos gargalos”, disse Dilma.
A solenidade marcou o repasse de R$ 1,5 bilhão do BNDES para financiar parte do programa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), uma das ações previstas pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado em outubro de 2011. Outros R$ 400 milhões serão recursos próprios da entidade.
As ações previstas incluem a instalação de 23 institutos de inovação, 38 institutos de tecnologia, a construção de 53 centros de formação profissional e a reforma de 250 escolas até 2014.
Os institutos de tecnologia vão oferecer às empresas serviços de metrologia, ensaios e testes laboratoriais para atestar ou elevar a qualidade dos produtos brasileiros. Hoje, a maior parte desse serviço é feito no exterior. Esses institutos também vão oferecer educação profissional em todos os níveis, inclusive cursos superiores.
Com esse investimento, o Senai deve alcançar quatro milhões de matrículas ao ano em 2014, quase o dobro das 2,5 milhões registradas no ano passado.

Superavit primário em 2013 é fixado em R$ 156 bilhões

O governo federal assumiu o compromisso de cumprir a meta de superavit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) de R$ 155,9 bilhões em 2013. O montante equivale a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para o ano. Este ano, a previsão é economizar R$ 140 bilhões, 3% do PIB. Os dados fazem parte do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2013, encaminhado ao Congresso Nacional.
“O crescimento real projetado da economia e a redução do custo da dívida pública permitirão a continuidade da trajetória de queda da dívida pública líquida do setor público não financeiro como proporção do PIB ao longo desse período”, diz o comunicado do Ministério do Planejamento.
O governo central será responsável por 2,15% (R$ 108,1 bilhões) do total da economia projetada, enquanto estados e municípios terão que poupar 0,95% (R$ 47,8 bilhões). A projeção visa à manutenção da trajetória de queda da dívida pública. O objetivo é que o percentual chegue a 27,4% em 2015, ante 36,41% de 2011.
Segundo o Planejamento, “essas metas confirmam o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal, o que contribuirá para a estabilidade macroeconômica e para o crescimento sustentado com inclusão social”.
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, informou que o governo mantém a possibilidade de abater os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da meta de superavit em até R$ 45,2 bilhões, que equivalem a 0,9% do PIB. “Nosso objetivo é perseguir a meta cheia [de superavit primário], como temos feito todos os anos. Isso é uma precaução que temos para que, se houver algum problema, tenhamos condição de preservar os investimentos, que é nossa prioridade”, informou.
Miriam destacou ainda que as estatais federais seguem sem compromisso de cumprir metas de superavit. “As estatais federais estão dispensadas, exatamente, para fazer investimento”.
Fonte: Agência Brasil

Governo abre inscrições para Programa de Bolsas de Iniciação Científica

Estão abertas as inscrições para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas (Pibic-Af). É a 4ª edição do programa, e serão distribuídas pelas instituições públicas de ensino superior cerca de 800 bolsas de estudos, de um ano cada, para estudantes de graduação.
O Pibic-AF é uma parceria entre a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que vem sendo realizada desde 2009 e tem como missão complementar as ações afirmativas já existentes nas instituições públicas de pesquisa e ensino superior. A ideia é ampliar a participação dos beneficiários de políticas de ação afirmativa em atividades acadêmicas, em especial as que são destinadas à correção das desigualdades raciais.
A inscrição pode ser feita na página, e podem participar instituições públicas que já participem do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) ou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), e que possuam ações afirmativas para a promoção de igualdade de oportunidade para o ingresso de estudantes no ensino superior.
Fonte: Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Brasil quer aprofundar integração produtiva com Uruguai

Foi realizada nesta sexta-feira (13), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a 17ª Reunião da Comissão de Monitoramento do Intercâmbio Comercial Brasil-Uruguai. Na abertura do encontro, o secretário-executivo adjunto do ministério, Ricardo Schaefer, enfatizou a necessidade de aprofundar a integração produtiva entre os dois países.
“No começo deste ano, o fluxo comercial entre Brasil e Uruguai apresentou queda por conta dos efeitos de um menor dinamismo do comércio no mundo. Este é o momento adequado para trabalhar em uma agenda estratégica para intensificar a nossa integração produtiva”, disse Schaefer. Entre as cadeias produtivas com potencial de integração entre Brasil e Uruguai estão os setores naval, eólico, de biotecnologia e de TV digital.
O vice-ministro de Relações Exteriores do Uruguai, embaixador Roberto Conde, também considerou que, neste momento de crise e incertezas, os países do Mercosul devem se unir em torno de uma proposta de integração produtiva e comercial. “Temos confiança de que esta crise não afetará as bases do relacionamento entre os países do Mercosul e queremos trabalhar para avançar em nossas relações com o Brasil”, afirmou.
A delegação uruguaia mostrou interesse em compartilhar informações sobre o Plano Brasil Maior, a nova política industrial brasileira. As autoridades uruguaias disseram que desenvolvem um programa similar ao brasileiro e que a troca de informações poderia auxiliar no aperfeiçoamento de ambos.
Intercâmbio Comercial
De janeiro a março de 2012, as exportações brasileiras para o Uruguai somaram US$ 515,7 milhões, com queda de 8,4% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 562,9 milhões). As compras brasileiras no Uruguai, no período, foram de US$ 423,1 milhões, com retração de 6,2% em relação ao primeiro trimestre de 2011 (US$ 451,2 milhões). Como resultado, o Brasil registra superavit de US$ 92,6 milhões no intercâmbio comercial neste ano.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento

Embrapa será parceira da Rede Brasil Rural com tecnologias para cooperativas da agricultura familiar

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é a nova parceira do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na consolidação de produtos e serviços para a Rede Brasil Rural (RBR).
A parceria vai permitir a oferta de tecnologias de produção da Embrapa para as cooperativas e associações da agricultura familiar. São sementes de cultivares adaptadas aos vários biomas brasileiros, mudas de frutíferas, embriões e material genético animal. Todos de alta qualidade genética e adaptados à realidade da agricultura familiar brasileira.
O coordenador da Rede Brasil Rural no MDA, Marco Antônio Leite, apontou que a entrada da Embrapa como parceira vai facilitar o acesso dos agricultores familiares à tecnologia de ponta para o meio rural. “Estamos trazendo a Embrapa para dentro da Rede Brasil Rural com a possibilidade de termos à disposição dos agricultores familiares tecnologias adaptadas para essa realidade”, destaca.
Leite ainda lembra que, com essa parceria, os agricultores familiares vão ter acesso a insumos associados a assistência técnica. “Vamos disponibilizar para os participantes da rede mudas, sementes e insumos produzidos com tecnologia da Embrapa que vão poder ser acessados em qualquer lugar do País, juntamente com informações para o bom uso destes itens”, informa.
O Diretor Executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Waldyr Stumpf Junior, destacou que a entrada na Rede Brasil Rural aproxima a Embrapa da realidade da agricultura familiar. “Esta é uma oportunidade da Embrapa poder ter um contato mais próximo com a agricultura familiar e captar as demandas e necessidades dos arranjos produtivos que compõem este importante segmento produtivo brasileiro”, avalia.
Stumpf lembrou ainda da tradição e presença da Embrapa no Brasil. “Da mesma forma que a agricultura familiar, a Embrapa está presente em todo o País, temos 47 unidades em todos os estados e podemos disponibilizar soluções e tecnologias que estão sendo desenvolvidas ao longo dos anos para este tipo de agricultura”, afirmou.
Para o diretor da empresa pública, a Rede Brasil Rural é um instrumento que aproxima o agricultor das instituições de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), da pesquisa e do Estado. “A rede nos proporciona o contato direto com os agricultores familiares que em sua grande parte ainda não conhecem os produtos da Embrapa, empresa pública que tem uma tradição de produção de sementes e mudas de alto valor genético. Esta parceria vai, sem dúvida, qualificar os sistemas produtivos e melhorar a renda dos agricultores familiares”, enfatiza.
Sementes e transferência de tecnologia
A Embrapa vai incorporar produtos de alta qualidade genética à lista de insumos da plataforma, o que vai permitir que os agricultores familiares tenham acesso a sementes, mudas e material genético animal certificados pela Embrapa dentro do mecanismo de compras coletivas da rede.
A Embrapa também vai oferecer na RBR suas publicações, que são direcionadas tanto a agentes de assistência técnica quanto aos próprios agricultores com orientações sobre o uso dos produtos da Embrapa, controle de pragas e melhorias na produção.
Rede Brasil Rural
A Rede Brasil Rural é uma ferramenta eletrônica criada pelo MDA para auxiliar os agricultores familiares na compra de insumos e na venda de seus produtos. A plataforma exige o cadastramento de cooperativas de agricultores familiares. A partir do momento que fazem parte da rede, os usuários podem comprar produtos, insumos como sementes, máquinas e equipamentos. As compras coletivas ajudam a baratear o preço dos insumos, reduzindo o custo de produção e tornando o produto final dos agricultores mais competitivo. A rede pode ser acessada ainda por potenciais clientes, que contarão, assim, com um canal de compras mais eficiente para a aquisição de produtos da agricultura familiar.
Fonte: MDA




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