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Historiadora francesa alerta para o perigo do Brasil viver uma ditadura com Bolsonaro

Maud Chirio
 
O deputado federal Josias Gomes analisa a previsão de Maud Chirio, dizendo que colocar na ilegalidade partidos políticos e movimentos sociais pode ser a senha para a implantação da ditadura, a exemplo do regime militar no Brasil entre 1964 e 1985
Josias Gomes
 

A historiadora francesa Maud Chirio – especialista em história da direita brasileira e sua relação com os militares – afirma que Jair Bolsonaro não vai moderar seu discurso ou abandonar suas propostas mais radiativas ao tomar posse na presidência da República.

Segundo ela, no dia 3 de janeiro do ano que vem o MST e o MTST serão declaradas organizações terroristas, e no começo de fevereiro, o PT será interditado. “Haverá também um expurgo na administração pública, que já está em preparação. Só não vê quem não quer”, afirmou em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

A historiadora afirma duvidar da capacidade dos poderes Legislativo e Judiciário, além da imprensa, servirem de contrapeso a eventuais desmandos autoritários do militar da reserva e chama a atenção para a afinidade de Bolsonaro com a ala linha-dura do regime militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985.

“Caso isso venha a acontecer o Brasil sofrerá um grande retrocesso no seu processo democrático e o que se verá será a implantação de uma ditadura que afetará negativamente a vida da população brasileira”, analisa o deputado federal Josias Gomes, reeleito com mais de 115 mil votos pelo PT da Bahia.

O deputado baiano diz que essa previsão tem precedente no governo do Marechal Dutra, que colocou na ilegalidade o Partido Comunista Brasileiro (PCB). “Foi o motivo que abriu caminho para a implantação – anos depois – da ditadura militar de 1964. Em 1968, os militares decretaram o Ato Institucional número 5 (AI-5), que suprimiu os direitos dos cidadãos e causou tantas mortes. Precisamos lutar para impedir que esse cenário tenebroso volte a imperar na vida dos brasileiros”, alerta Josias Gomes.

A historiadora Chirio também tece paralelos entre as chegadas de Bolsonaro e Adolf Hitler ao topo do poder Executivo. “Em 1932, pouco antes de Adolf Hitler chegar ao poder, o discurso da direita na Alemanha era de que ele era um agitador, passível de controle e de enquadramento ao sistema. Falava-se que era evidente que ele não poria em prática tudo aquilo que sustentava oralmente”, argumenta Maud Chirio.

Ela complementa: “Hitler era um personagem coadjuvante, insignificante, assim como Bolsonaro. Todos achavam que ele assim permaneceria, que seria engolido pelas forças sistêmicas. Nunca acontece isso”.




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