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Arquivo da categoria ‘Artigos’

Artigos    + 14/03/16

Contra o revanchismo e a favor da democracia

Josias Gomes
 
casal com babá em copacabana
As manifestações de hoje pelo país seguem o mesmo roteiro de sempre: uma população nas ruas, basicamente composta por gente de classe média alta para cima, com a participação de políticos de oposição, todos eles interessados em assumir o governo sem que para isso tenham vencido, democraticamente, a última eleição.
 
Conforme já avalia grande parte dos especialistas, mesmo que composta por um extrato social de maior poder aquisitivo, bem além de contestar o governo da presidenta Dilma Rousseff, há sinais bastante evidentes de que o que existe no país, hoje, é o esgotamento de um sistema político que deseja ser mantido pela esmagadora maioria dos políticos presentes aos atos.
 
Há muito tempo que o PT busca, no Congresso Nacional, mudar o sistema político atual de conformidade com os interesses da população. Proposta de plebiscito, com esse objetivo, já foi apresentada pelos deputados e senadores do partido, mas prontamente rechaçada pelos oposicionistas, que desejam que tudo fique exatamente como se encontra.
 
Voltando à composição social dos atos promovidos neste domingo (13) – que em São Paulo teve o apoio aberto do governo do Estado, com a proibição explícita de qualquer outro tipo de manifestação –, viralizou na Internet a foto e o vídeo de um rico casal carioca se encaminhando para os “protestos”, sendo seguido por uma empregada doméstica, preta e pobre, conduzindo o carrinho com os bebês dos dois.
 
É desta forma que a população mais pobre vai a manifestações desse tipo, servindo, em um dia de domingo, de serviçal aos seus senhores. Os pobres desse país sabem muito bem a profunda divisão social que existia até o governo do PT começar a mudar a situação, a partir de 2003, quando o ex-presidente Lula assumiu o governo pela primeira vez.
 
O que deseja, mesmo, a maioria dos políticos de oposição que estiveram misturados aos atos de protestos desse domingo é o assalto ao poder. Aliás, convém notar que muitos desses políticos foram vaiados, em plena rua, a exemplo de Alckmin, Aécio, Marta Suplicy (chamada de ‘vira casaca’), e, aqui na Bahia, José Carlos Aleluia.
 
Importa também considerar a intolerância que caracteriza esses atos, cercados de ódio e atitudes violentas. Em São Paulo, a polícia de Alckmin, interrompeu uma reunião sindical de apoio a Lula, numa atitude que fere os mais sagrados princípios democráticos de direito à reunião, conquistados pelos trabalhadores.
 
Também a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade emblemática na história das lutas democráticas em nosso país, foi alvo da ação de oposicionistas carregados de ódio, que investiram, com o uso de vandalismo, contra a sede da entidade mais representativa dos estudantes brasileiros.
 
Não, não é por aí que esses oposicionistas vão atender aos legítimos anseios da população por aperfeiçoamentos democráticos, usando de atitudes que ferem frontalmente a democracia.
 
Imagine o que poderia fazer essa turma com o poder nas mãos, de volta! O que seria da incipiente democracia brasileira, então!?
Da mesma forma como sempre agimos em toda a nossa vida política, nós, que fazemos o Partido dos Trabalhadores, vamos continuar vigilantes em defesa da democracia e do respeito a um governo que conquistou, nas urnas, o direito de governar o país. Entendendo que se há melhorias de gestão a fazer, que isso seja feito através da união, e, não, da divisão do país.
 
Esse dia 13 de março de 2016 vai ficar na história, sim. Mas, como
um dia para ser lembrado por seus aspectos de lição para a democracia, que jamais poderá ser exercida por quem prega o ódio e investe contra direitos constitucionais absolutamente sagrados e conquistados nas mais sangrentas lutas contra o autoritarismo, no país.

Artigos    + 05/03/16

Às ruas, companheiros e companheiras!

 

Josias-Gomes

Josias Gomes- militante petista

O inconformismo toma conta do PT e de seus militantes, e tal sentimento encontra razão de ser em função de tudo o que as elites brasileiras vêm armando contra o partido e  contra as conquistas sociais que vêm marcando a história do Brasil, desde 2003.

Na verdade, também essas elites estão inconformadas pelo fato de que alguém vindo das camadas menos favorecidas da população chegou ao poder e, então, trabalhou incansavelmente na busca de construir uma sociedade menos injusta, no país.

Arma-se todo um aparato para comprometer moral e eticamente o PT, seus líderes e todos os que ousaram, desde 2003, colaborar na construção de um país mais justo para com os seus filhos, o que aos poucos vai sendo conseguido.

Essa turma, a mesma que deseja dar sequência a toda uma história de poder inteiramente voltada para os interesses dos mais ricos, aproveita um período de crise econômica, provocada por uma situação econômica mundial desfavorável, para pregar a desarmonia.

lulanew

Não é preciso muito conhecimento de história, afinal, para reconhecer que em 500 anos de existência, o povo brasileiro apenas assistiu à sucessão de gestores com o mesmo objetivo: o de fazer perpetuar os interesses dos poderosos.

Desde o início desse processo, agora, de tentativa de desmoralização do PT e de seus líderes que o objetivo é um só, sempre buscado de forma escancarada: destruir a imagem do companheiro e ex-presidente Lula, símbolo maior das mudanças ocorridas no Brasil, nos últimos anos.

Nesse tenebroso 04 de março de 2016 acabou materializando-se o maior objetivo das elites, quando, não contentes em revistar a casa de Lula, acabaram levando o ex-presidente, à força, para prestar depoimento à Polícia Federal.

Juristas renomados, muitos deles não alinhados com o PT, inclusive um ministro do Supremo Tribunal Federal, estão criticando abertamente a condução coercitiva decidida pelo juiz Sérgio Moro, considerando-a como contrária às regras judiciais.

Como disse Lula, ele nunca se negou a prestar depoimento à Polícia Federal, e o fez em outros momentos, tão logo foi chamado para tal procedimento, inexistindo, portanto, causa para que a condução coercitiva fosse determinada.

Tudo na verdade faz parte de uma imensa articulação que visa, exclusivamente, desmoralizar Lula perante o seu partido, e, ainda, no seio da população brasileira, perfeitamente consciente de tudo o que foi feito, em seu favor, pelo PT, por Lula, e, agora, pela presidenta Dilma.

cru

Na qualidade de um parlamentar federal do PT, apenas, no momento, licenciado para colaborar na gestão do governo petista na Bahia, sinto-me na obrigação de me dirigir aos companheiros e companheiras de partido para alertar sobre esse golpe em curso.

Num momento tão grave como este, é preciso, como diz o presidente Lula, não abaixar a cabeça, pois é justamente isso o que desejam os que trabalham para a desmoralização do PT e de todo um trabalho que está sendo feito para mudar os rumos da história do Brasil.

Ao fazer o alerta, aproveito para também conclamar os companheiros e companheiras a assumirem as ruas em defesa do projeto partidário, e, na mesma linha, da história pessoal construída por Lula durante os últimos 40 anos da vida nacional, desde a luta contra a ditadura.

Vamos pois, todos juntos, manifestar claramente a nossa disposição em continuar construindo o Partido dos Trabalhadores, uma tarefa seriamente ameaçada, neste momento, pela ação indisfarçável dos nossos adversários.

Às ruas companheiros e companheiras, em defesa do PT, do companheiro e ex-presidente Lula e, mais do que isso, de todas as conquistas do povo brasileiro desde a ascensão do partido ao governo do país no histórico ano de 2003.

Artigos    + 26/02/16

Firmemente, estamos ao lado da Ceplac

Josias Gomes
Por Josias Gomes, Deputado Federal Licenciado e Secretário de Estado das Relações Institucionais -,
e Everaldo Anunciação, funcionário da CEPLAC e presidente estadual do PT
Everaldo-Anunciação
Às vésperas de completar 60 anos, o que acontecerá em 20 de fevereiro de 2017, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), forte símbolo da cacacuicultura do Brasil, pode estar perto de sofrer um rude golpe.
 
Vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Ceplac atua em seis estados (Bahia, Espírito Santo, Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso), por onde se espalha a cultura do cacau no país.
O golpe vem na forma de possível rebaixamento em seu status legal, passando da atual condição de órgão da administração direta a uma simples coordenação, o que fará com que a Ceplac tenha prejuízos significativos nas partes orçamentária, administrativa e financeira.
 
cacau 1
Tudo isso, sem qualquer sombra de dúvida, deve prejudicar enormemente o andamento dos diversos projetos de pesquisa e de desenvolvimento de novas tecnologias quer caracterizam o trabalho da Comissão.
 
Não precisa dizer, ainda, o efeito danoso que um rebaixamento institucional desse porte vai produzir em meio aos técnicos, agrônomos e funcionários da Ceplac, principalmente em virtude da redução dos recursos e das condições de trabalho na instituição.
 
Desde que cheguei à Bahia (no meu caso específico, Josias) estabeleci, na condição de agrônomo, profunda ligação com o trabalho da Ceplac. Nós dois, ligados no mesmo trabalho, desde então, sabemos bem da motivação que guia seus quadros na condução dos trabalhos em favor da cacauicultura e demais sistemas agroflorestais, não só do Estado, mas, ainda, do País como um todo.
ceplac-frente
Em parceria, desde então, nós assistimos e participamos das angústias e das intervenções técnicas feitas pela Ceplac para enfrentar a praga da vassoura de bruxa, que quase dizimou a produção de cacau na Bahia.
 
A partir da chegada dessa praga no Estado, com efeitos trágicos na cacauicultura local, foi na Ceplac que agricultores e produtores em geral buscaram o apoio para enfrentá-la, o que acabou produzindo resultados cada vez mais estimuladores.
 
Pesquisas resultaram então na descoberta do primeiro fungicida biológico para lavouras de cacau, o Tricovab, que, durante 10 anos foi submetido a testes em campo, com eficácia comprovada tanto em tecido morto quanto em tecido vivo. Em 2013, o Tricovab acabou virando produto comercial.
 
Pelo trabalho da Ceplac, não apenas com a utilização do Tricovab, como pela introdução de clones e manejo adequado do solo, do total de 473,6 mil hectares de terra, 150 mil haviam sido devidamente recuperados, em 2013. Esses números só avançaram desde então.
 
Nesses quase 60 anos de existência, portanto, sobreviveu e avançou a cultura do cacau no país, sob a égide do trabalho desenvolvido pela gente da Ceplac, gente que, agora, se vê ameaçada pela minimização da estrutura legal da Ceplac.
 
cacau 2
cacau
O pior é que a ameaça ocorre justamente no momento que a Ceplac, mais ativamente a partir de 2012, desenvolve plano de contingência para livrar o Brasil da monília, uma praga devastadora, ainda não relatada no país, mas já identificada a 150 km do Acre.
 
Não é possível admitir, creio firmemente nisso, em tal possibilidade, qual seja, a de ver a Ceplac rebaixada ao nível de uma simples coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
 
Nesse momento queremos deixar claro o nosso alinhamento ao lado de todos que, na Ceplac ou fora dela, se dispõem a lutar para que a instituição mantenha o atual status de órgão da administração direta, vinculado ao Mapa.
 
Temos certeza de que a Ceplac necessita de uma reforma. Mas, de uma reforma que a aperfeiçoe, e, mais do que isso, faça com que a Comissão cresça em dimensão institucional, e, não, como se quer, diminua.
 
É nesse propósito que reafirmamos nossa profissão de fé com relação a Ceplac, uma entidade que tem marcado não apenas a história da cacuicultura, mas, por extensão, a própria história da agricultura brasileira.

Artigos    + 11/02/16

Carnaval sem corda, retorno sem volta

Josias

Por Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais do Estado da Bahia

Transcorreu animado e tranqüilo o carnaval de Salvador, em sua versão 2016. O esforço do poder público na promoção do carnaval sem cordas, deste ano, marcará a história da folia baiana, na base do “antes e depois”.
Neste particular, a dedicação do governador Rui Costa na atração de patrocínios aos artistas mais famosos da música da Bahia está sendo reconhecida pelo povo, que brinca como sempre, só que com mais liberdade e democracia.

Fundamental lembrar que a participação de marcas famosas no patrocínio aos grandes trios, conforme acertado pelo governo estadual, não representou qualquer exclusividade a mais do que a exposição dessas marcas através de adereços e cartazes de publicidade.

Faço o parêntesis para lamentar a decisão da prefeitura soteropolitana em tornar exclusiva a venda de determinada marca de cerveja em todo o circuito da folia, incluindo ruas adjacentes. Bem diverso, pois, do que fez o governo, que garantiu, apenas, a exposição das marcas.

Lembrando, ainda, que tal exclusivismo submete ambulantes e comerciantes de bebidas, em geral, à venda de uma só marca, quebrando todo o princípio da livre concorrência, reduzindo os lucros de quem precisa escolher o menor preço, e prejudicando o folião-consumidor.

Lamentável o resultado de tudo isso na forma de um tumulto enorme que envolveu ambulantes e seguranças da prefeitura, um fato lamentável que acabou empanando, nacionalmente, o brilho do carnaval baiano, em virtude da natural cobertura da grande mídia.

Com essa restrição à política da Prefeitura de Salvador, restrição feita, aliás, pela ampla maioria da população, é importante continuar comemorando a novidade deste ano, que é o carnaval sem cordas, com o governo do estado investindo recursos nos trios menores.

Dessa maneira, com a atração do capital privado aos trios maiores, para que estes abandonassem as cordas, e com o poder público garantindo a participação dos menos famosos, o governo Rui Costa acabou gastando menos do que ano passado.

Item fundamental tem sido o da segurança pública, que vai rendendo seus frutos na forma da redução de roubos, furtos e outros crimes no Carnaval 2016, com o governo estadual investindo forte no policial, através do pagamento de horas extras, devidamente.

Foram estabelecidos 48 portais de segurança, onde os foliões são inspecionados por detectores de metal e passam por uma pesquisa no banco de dados criminal. Armas e gente com pendências criminais não passam.

A experiência vai se reproduzir no próximo ano, certamente, com mais economia, ainda, pela atração das mesmas marcas deste ano, e de novas marcas – por que não? – para que a concorrência acabe reduzindo ainda mais a participação do poder público.

Investir no carnaval, principalmente em se tratando do carnaval da Bahia, que atrai turistas do Brasil, das Américas, de todo o mundo, é contribuir para o aporte de recursos a grandes e pequenos empresários, fazendo o dinheiro circular na cidade, e beneficiar o próprio estado.

Ainda com relação ao carnaval do próximo ano, cumpre assinalar duas decisões do governador Rui Costa: uma delas, vimos comentando ao longo dos últimos parágrafos, que é o de ampliar o carnaval sem cordas em 2017.

Taxativamente, decidiu o governador que a atual gestão vai envidar todos os esforços para que o carnaval sem cordas seja, definitivamente, uma realidade a caracterizar o carnaval baiano, conforme já foi um dia.

Enfim, festejar o anúncio feito por Rui Costa de dedicar o carnaval do Pelourinho, do próximo ano, aos 50 anos do Tropicalismo, um movimento cultural – que não se restringiu apenas à música -, liderados pelos baianíssimos, e internacionais, Gil e Caetano.

Artigos    + 25/01/16

Denuncismo sem limite

Josias Gomes é Secretário de Relações Institucionais do Governo da Bahia, e deputado federal licenciado

Josias Gomes

O Brasil vive um momento crucial de sua história, e, para que seja possível superá-lo é necessário, antes de qualquer coisa, que as instituições amadureçam sempre no sentido de uma maior responsabilidade com os atos de cada uma delas.

A necessidade de amadurecimento, por sinal, diz respeito a todas elas: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, as organizações sociais e democráticas, as instâncias populares, a imprensa etc.

Creio que em função de termos vivido por tanto tempo em nossa história submetidos a infelizes regimes de ditaduras e manias de golpes, estejamos, agora, nos refastelando de democracia de uma forma meio atabalhoada.

Todos os dias a imprensa veicula denúncias, as redes sociais multiplicam, o povo, enfim, apreende as histórias pelo preço de fatura. Nesse estapafúrdio processo, não mais que de repente, todos vão virando bandido. Não há refresco para ninguém.

Para que a denúncia vire coisa julgada e definitiva, basta que algum investigado cite, em alguma delação premiada, o nome de alguém. Rapidamente, a pessoa vira bandido e passa a ser execrado em meio à opinião pública.

O processo é generalizado. Porém, gostaria de me referir a um caso específico, que atinge alguém que eu conheço, e privo da amizade, que é a pessoa do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner.

Enquanto ele esteve no Ministério da Defesa, cuidando, e bem, dos assuntos referentes às Forças Armadas, sem se imiscuir nos assuntos políticos, nada, absolutamente nada, surgiu de tão grave na mídia que o atingisse.

Bastou Wagner assumir papel de preponderância na condução dos negócios políticos do país, junto a presidente Dilma, para espocarem as denúncias, as suspeitas, as insinuações, as digressões mais bem armadas, as inferências programadas.

Seja uma filha profissional que trabalha em determinada empresa que, por acaso, esteja sendo uma empresa investigada, seja pelos contatos que, como Governador, teve, por força do cargo, com líderes empresariais por acaso caídos em desgraça.

O curioso, e altamente preocupante, em tudo isso, é que membros da oposição, até bem mais citados do que Wagner, ou mesmo até devidamente implicados, não chegam a assumir o protagonismo que deveriam ter nas páginas e nas virtualidades da mídia.

Wagner foi governador do Estado da Bahia por oito anos, eleito e reeleito pelo povo baiano, e que poderia estar hoje no Senado Federal caso tivesse feito essa opção, alcançando tal sucesso em virtude do bom governo que fez.

O reconhecimento da Bahia ao governo Jaques Wagner, que fez o seu sucessor, acontece exatamente porque conduziu-se no cargo, durante os oito anos em que foi governador, da maneira mais transparente, eficiente e honesta possível.

Antes desse período, ou, agora, depois dele, assumiu funções de destaque em Brasília, desempenhando com o mesmo senso de transparência e honestidade as tarefas institucionais que lhe coube desempenhar.

Embora não tenha procuração para fazer-lhe a defesa, tomo a iniciativa não apenas porque pertenço ao mesmo partido dele, mas, principalmente, porque conheço bem Wagner, e sei de seu compromisso com os interesses da Bahia e do Brasil.

Acho que não podemos continuar vivendo esse processo louco de denuncismo sem limites, a atingir as pessoas antes de qualquer tipo de julgamento, sob pena de as vitórias resultantes de processos assim sejam vitórias sem qualquer valor.

Vitórias em terra arrasada.

Artigos    + 03/01/16

Bahia e o sabor inigualável do dendê

Sérgio Botêlho

Dendê

Em entrevista ao G1, site de notícias das empresas O Globo, em 2014, a atriz Gessy Gesse, que foi casada com Vinícius de Morais, tascou, de pronto: “se espremesse Caymmi saia dendê”, acrescentando, para não ser omissa, também a “pimenta”.

Pois bem. O dendê, junto com outros condimentos, e pratos, e especiarias, e danças, e ritmos, e manifestações diversas do espírito, é a cara da Bahia. Quis Gessy exatamente mostrar que sendo Caymmi a própria Bahia, certamente traria o dendê em sua composição física.

O dendê está presente nas mais tradicionais comidas baianas, a exemplo do vatapá, do caruru, do abará, do acarajé, do camarão (em suas mais variadas receitas), das insuperáveis moquecas (de peixe, de camarão, de caranguejo, de siri), farofas etc. etc. etc.

Normalmente, o azeite de dendê não costuma dispensar algumas companhias importantes, a exemplo de coentro, pimentão, orégano, cúrcuma, alho, gengibre, pimenta-de-cheiro, pimenta-malagueta, pimenta-cominho e pimenta-do-reino.

O resultado dessa mistura toda encanta e seduz os visitantes que chegam à Bahia, após reações iniciais que acabam servindo de estímulo à continuidade. Costumeiramente, no entanto, o tempero baiano, com a presença inevitável do dendê, termina em vício.

O dendê, uma palmeira oriunda da África, chegou ao Brasil junto com os escravos, no Século XVII, e fez do Sul baiano, região que também iria se transformar em paraíso da cacauicultura, um porto mais do que seguro.

Junto com o fruto, os negros trouxeram também receitas para utilização do azeite dele extraído, assentando as bases do que viria a se transformar em um dos símbolos da cultura gastronômica da região.

E não é só pelo gosto singular que o dendê empresta aos pratos (próximo, muito próximo, do pecado!). O dendê é mais do que paladar. O dendê abunda em substâncias altamente importantes para a vida humana.

O dendê, por exemplo, é riquíssimo em Vitamina A, daí sua cor avermelhada, com sua presença calculada em cerca de 14 vezes o que possui a cenoura, proeduzindo efeitos positivos na saúde ocular, na prevenção de doenças cardiovasculares e na saúde óssea.

Mas, não apenas vitamina A. Dizem experimentados nutricionistas que, em virtude de ação antioxidante, o dendê pode retardar o processo de envelhecimento, servindo, ainda, como anticoagulante sanguíneo e redutor do colesterol.

Não por acaso, o azeite de dendê é o óleo mais consumido do mundo, segundo afirma o Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais (Deser), vinculado a organizações representativas da agricultura familiar.

Segundo estudo publicado com o título “Produção e consumo de óleos vegetais no Brasil”, assinado por Sidemar Presotto Nunes, do Deser, o azeite de dendê, também conhecido como “óleo de palma”, superou o consumo de óleo de soja, em escala internacional.

“Atualmente, somados o óleo de palma e de palmiste, ambos produzidos a partir da palma (dendê), chega-se a mais de 42 milhões de toneladas, enquanto a produção de óleo de soja é de 35,86 milhões de toneladas”, afirma o estudo.

Na região cacaueira, é a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), o organismo guardião da cultura do dendê, ampliando áreas de cultivo e preservando as existentes, para o bem do paladar da Bahia e de seus visitantes.

Artigos    + 06/08/15

Inhambupe: Josias Gomes participa da comemoração do aniversário de 119 anos

O Secretário Josias Gomes (Relações Institucionais) participou na manhã desta quinta-feira (6) dos festejos comemorativos dos 119 anos de emancipação política e administrativa do município de Inhambupe. Ele foi recepcionado pelo prefeito Benoni Leys (PT), pela Secretária Municipal de Saúde, Wilma Vergasta, e pelo assessor especial Rafael Dias.

Juntos percorreram os estandes montados na Praça da Matriz, que estavam prestando diversos atendimentos à população do município e cidades vizinhas. Na área da Saúde, foram realizados exames de mamografia, medição da pressão arterial e do nível de glicose no sangue.

A comitiva visitou os estandes da Agricultura, Assistência Social, Educação, entre outros. Também participaram do Dia de Ação Global, produtores culturais e de artesanatos. O município também levou apresentações de dança e de música, que animaram as cerca de 1.000 pessoas presentes ao evento.

Artigos    + 08/10/14

Povo atento para manter conquistas

Josias Gomes (próximo1)Josias Gomes

Disposta a cumprir a suprema tarefa de fazer com que o país adote linhas políticas conservadoras na economia e na sociedade, a direita brasileira volta à carga nesse segundo turno das eleições presidenciais a fim derrotar o governo petista.

A derrota que essa direita pretende impor à presidente Dilma – felizmente, algo muito difícil de acontecer – tem tudo a ver com a conservadora insatisfação dos grupos que compõem essa direita para com os avanços sociais conquistados nesses últimos doze anos.

Dentre esses avanços sociais, nunca digeridos por essa turma louca para retornar ao poder de onde foram apeados pelo povo brasileiro em 2002, os mais significativos são aqueles decorrentes dos programas de distribuição de renda, altamente vitoriosos.

As vitórias obtidas pelos governos Lula e Dilma têm feito com que milhões de famílias brasileiras tenham conseguido ascender socialmente, segundo revelam as pesquisas socioeconômicas das mais variadas procedências.

Essas mesmas pesquisas são unânimes em detectar o bem social que representam os programas do atual governo no campo educacional, a exemplo do Fies e do Prouni. Na eleição deste ano de 2014, o número de universitários superou o de analfabetos, no Brasil.

Um marco histórico dessa magnitude não soa bem aos ouvidos dos setores elitistas da sociedade, que, no fundo, desejam que o povo brasileiro continue pobre e inculto a fim de favorecer o domínio dessas mesmas elites.

O governo Fernando Henrique Cardoso, a quem o candidato tucano tanto exalta, e quer reproduzir, é o mesmo que promoveu a maior privataria de empresas públicas da história do Brasil, com enorme prejuízo para o nosso país.

Foi o governo tucano, encerrado pela vitória de Lula, em 2002, que passou oito anos no poder e promoveu o maior desmonte das universidades públicas brasileiras, além de não investir um real na ampliação dessas instituições.

Diferentemente disso, os governos Lula e Dilma criaram dezenas de novas universidades federais, milhares de novas vagas universitárias públicas, além de criar dezenas de institutos federais de ensino técnico pelo país afora.

É evidente o benefício que tais ações promoveram junto aos mais pobres. Por todas as regiões do país, milhares de jovens estão conseguindo frequentar o ensino superior, para felicidade de suas famílias.

Também na relação com os pobres, é necessário registrar o ódio que os conservadores e as elites de todas as espécies têm com relação ao programa Mais Médicos, que conseguiu suprir as necessidades de profissionais da Medicina nas regiões mais longínquas do Brasil.

Para que nenhuma dessas conquistas se vejam ameaçadas, é preciso que o povo brasileiro fique atento nesse segundo turno. É necessário esforço redobrado para que os avanços alcançados não se transformem em recuos históricos, como pretendem as elites.

Artigos    + 06/10/14

Mais uma grande vitória

Josias1 (agora)Josias Gomes

Termina o primeiro turno das eleições gerais deste ano de 2014 com mais uma vitória do PT e de seus aliados. Uma aliança que há 12 anos vem transformando a realidade brasileira com foco no desenvolvimento econômico sempre vinculado ao desenvolvimento social.

Agradeço aos eleitores baianos que me confiaram mais um mandato na Câmara dos Deputados, onde, pelos próximos quatro anos, buscarei repetir o mesmo trabalho que venho desempenhando ao longo de dois mandatos, um deles, a ser concluído em fevereiro próximo.

O agradecimento ao povo baiano também vale para a vitória do companheiro Rui Costa, futuro governador do Estado, que dará continuidade ao frutuoso trabalho do governador Jaques Wagner, e de Otto Alencar, futuro Senador da República como representante da Bahia, no Senado Federal.

Vale ainda, de maneira especial, agradecimentos pela maiúscula vitória obtida pela presidenta Dilma Rousseff, na Bahia, votos que, somados aos de todo o povo brasileiro, foram responsáveis pela importante vitória de Dilma nessa primeira fase das eleições 2014.

Mas, tem uma segunda fase na eleição presidencial, que é o segundo turno eleitoral, cujo pleito será realizado até final de outubro. E, mais uma vez, é preciso uma intensa mobilização popular para que as conquistas sociais já obtidas nos governos Lula e Dilma não se percam.

É fundamental garantir mais uma vitória a Dilma, em 26 de outubro, para que as ações sociais e políticas tenham continuidade efetiva nos próximos quatro anos. Até aquela data, vale a mobilização de todos para garantir nova vitória do atual projeto brasileiro.

E nem precisa falar da importância que vai ter a continuidade do governo Dilma para as ações administrativas do futuro governo de Rui Costa. Daí, a responsabilidade de todos nós para que a vitória da presidenta se transforme em realidade.

Nesse sentido, chamo a atenção de todos os companheiros e companheiras, de todos os militantes e de todo o povo baiano, para o fato de que a campanha do segundo turno já começa efetivamente nesta segunda-feira, 06.

Importante anotar, enfim, que o nosso adversário no segundo turno, que é ex-governador de Minas Gerais, perdeu em sua própria terra, tanto para a presidenta Dilma Rousseff, na disputa direta, quanto para o candidato dela a governador do estado.

Com efeito, o companheiro Fernando Pimentel, do mesmo PT de Dilma, é o novo governador de Minas Gerais, uma vez que o povo daquele importante estado brasileiro resolveu mostrar sua insatisfação com aquele que pretende dizer ao povo brasileiro que merece sua confiança. Uma confiança que o seu povo não tem a respeito dele.

É preciso pois, volto a afirmar, que estejamos todos mobilizados para evitar que aquele que os seus próprios conterrâneos rejeitam venha a implantar seus erros para o Brasil inteiro. Isto é o que deve nortear todos nós, a partir de agora.

Josias Gomes, deputado federal reeleito do estado da Bahia.

Artigos    + 08/09/14

UFSBA: luta vitoriosa

Josias1 (agora)Enfim, o sonho se materializa. Nesta segunda-feira, 08, às 18 horas, acontece a aula inaugural da Universidade Federal do Sul da Bahia. Erguida sob o amparo das teses do imortal educador brasileiro, Anísio Teixeira, a UFSBA emerge de uma luta a várias mãos, entre as quais, sem falsa modéstia, se incluem as minhas mãos de parlamentar dedicado aos interesses da Bahia.

Impossibilitado de estar presente à inauguração simbólica de que as instituições de ensino superior se utilizam para marcar o início de suas atividades acadêmicas, no final desta tarde de segunda-feira, por força da legislação eleitoral, podem ter certeza os alunos, os professores, os funcionários, e, sobretudo, o povo de Itabuna e Ilhéus que, longe, vibro de alegria.

Foram os meus últimos anos de mandato dedicados a essa bandeira – junto a tantas outras figuras extraordinárias, a exemplo do professor Naomar de Almeida Filho, que presidiu a Comissão da Implantação da UFSBA, e do governador Jaques Wagner, incansável facilitador dos caminhos que nos fizeram chegar à nova universidade – para que, finalmente, a instituição começasse a fazer história na educação superior do Sul e do Extremo Sul do estado.

Formatada na modernidade, a Universidade Federal do Sul da Bahia-UFSBA vai priorizar a inclusão regional, através de modelo especial de seleção para ingresso na instituição. A instituição funcionará de forma descentralizada, através de três sedes (Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas) e cerca de 30 colégios universitários.

Esses colégios universitários se utilizarão da rede estadual de ensino público, incluindo na Academia milhares de jovens de toda a região. Em cada um desses colégios universitários haverá em torno de 100 alunos, que já pertencerão à Universidade. Para o ingresso, valerá o resultado do Enem disputado entre os concorrentes locais.

Essa rede de colégios universitários comporá um primeiro ciclo de ensino, de um total de três ciclos. A passagem de um ciclo para o outro vai depender do desempenho de cada aluno. Contudo, desde a conclusão do primeiro ciclo, o estudante já tem direito a um diploma, no caso, de Bacharel Interuniversitário.

Para chegar ao modelo adotado para a UFSBA, a comissão estudou vários outros, no Brasil e no exterior, optando por um caminho que evita problema comum à maioria das universidades interioranas: os cursos mais concorridos terminam sendo frequentados majoritariamente por alunos de fora, como é o caso do curso de Medicina da UESC, em Itabuna, um dos melhores do Norte e do Nordeste.

São diversas as modernidades adotadas no modelo da UFSBA, como o regime de ciclos descentralizado, funcionando em dezenas de municípios fora da sede; e, também, a utilização de tecnologias metapresenciais, num ciclo que dura entre um e dois anos, com avaliações feitas aos sábados por equipes que se deslocam das sedes para esse trabalho.

Cada colégio universitário disporá de uma rede de 50 computadores, ligados em rede, com acesso às aulas da universidade. Alunos da rede particular e de outras regiões também podem ingressar na instituição, mas o farão já nos cursos ministrados na sede, segundo vagas pré-determinadas, dentro do Sistema Unificado de Seleção Universitária-Sisu. Uma pequena, porém significativa, revolução educacional universitária.

Não foram poucos os entraves que foram sendo superados para que a UFSBA, enfim, fosse implantada. Todas vencidas, afinal, para que o dia de hoje pude ser alcançado, o dia em que a educação da Bahia, e da parte Sul do estado, inaugura uma nova fase de sua história social, mas, também, econômica.

Viva a nova universidade do estado, a Universidade Federal do Sul da Bahia

Josias Gomes – Deputado federal

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